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By Ferramentas Blog

Borboletas no jardim

"Trago em mim, uma borboleta voando nos céus azuis da minha mente, nos oceanos do meu coração, nas flores tatuadas sobre minha pele, polinizando a essência das minhas emoções. Siga-me! E, eu lhe mostrarei o voo das borboletas." Helen De Rose.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Promessas de Amor











Não vou ficar aqui esperando
que suas promessas se realizem
nos seus sonhos que vão se transformando
em quase nada, em mais nada...

Não me venha com suas palavras
que tentam explicar o tudo pelo nada
solte-me dos seus desejos volúveis
não sou sonho, estou bem viva...

Não tenho mais tempo a perder nessa vida
com suas promessas soltas no vento
nas noites nuas da minha solidão
só eu sei de mim, só eu...

Não consigo entender o erro meu
será que esperei demais por você?
acreditei nas promessas desse amor
que só me machucou, me traiu...

Não quero mais pensar nas suas palavras
elas me amarraram no tempo dessa espera
vá embora de mim, não quero mais
esperar por você, nem ficar na sua vida.

Helen De Rose

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Marina, Meu Anjo Guerreiro! Mais um ano de vida!










Não tenho palavras para agradecer os 23 anos de Marina.
Mais um 25 de novembro de Ação de Graças.
Queria poder agradecer cada uma das pessoas que se manifestaram
todos esses anos, torcendo por nossa amada filha, por mim e por
nossa família.
Este amor transcende por todos os canais vitais,
sobe para o céu em forma de luz, fazendo brilhar
cada estrela do firmamento.
Compartilho com vocês o que é mais sagrado
em meu coração: este Anjo recebido pelas
mãos do Criador.


***

Marina, meu anjo guerreiro
ajoelho-me diante de ti
num gesto de humildade
diante da sua inocência
e visível fragilidade

Enquanto seu olhar
permeia mundos invisíveis
onde uma luta deflagra
por um ato de liberdade
num grito que se propaga

Os campos estão diante de ti
esperando por seu voo liberto
esperando por seus pés pequenos
da sua infância eterna num mundo incerto
voe! corra! brinque nos seus céus

A vida é muito mais!
Com meu amor, eu te liberto
pelas mãos, eu te conduzo
ao que é mais sagrado
o seu sorriso eterno

Marina, meu anjo guerreiro
ajoelho-me diante de ti
para pedir que me perdoe
das lágrimas que saem de mim
e das minhas impossibilidades

Existe um impedimento absoluto
que ninguém pode mudar
e esvaziam nossas mãos
nossa falta de forças
que nos separam da criação.

A existência é muito mais!
Com minha paz, eu te acaricio
pela canção, eu te louvo
por mais um ano de vida
minha pequena guerreira!

Helen De Rose.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um dia irei olhar para o céu...











"Um dia irei olhar para o céu
à noite
e irei ver a tua constelação:
a palavra."
(Beatriz Torres)

Um dia deitarei na areia do ​teu coração
para olhar o ​seu céu de estrelas cadentes
caindo no horizonte de outra dimensão
sobre o oceano da ​tua​ ​alma, iguais sementes

Sementes que brotam em ​t​eu ser
e voltam ao céu formando constelações
de palavras escrita​s​, para quem quiser ler
e ouvir as estrelas que saem das ​tuas emoções

Emoções que mostram o quanto tu amas
a escrita, e vive cada segundo da ​tua vida
pensando nela, iguais as luzes das chamas
queimando a lenha da lareira aquecida

Aquecida nas noites dos ​teus silêncios
onde ​tua voz se entrega à solidão
para ouvir a​s​ nascente​s​ das palavras nos rios
que descem da​s​ fonte​s​ até ​tua mão

Mão que já foi de menino, hoje crescido
com algumas sementes já plantadas
pela ​tua​ mão de semeador amadurecido
amante indelével de um céu de palavras

Helen De Rose


* dedicado ao amigo, poeta e escritor José Ilídio Torres.

domingo, 13 de novembro de 2011

Dois em Um...










Um amor nascido do amor
num mergulho da vida
em busca do ovo da criação,
dois vitoriosos em um...

Um sangue faz pulsar a cor
num inspirar da saída
no encontro com a emoção,
dois corações em um...

Uma alegria canta o louvor
numa imagem refletida
um com o outro em devoção,
dois sorrisos em um...

Uma luz ilumina o alvor
num colo da infância prometida
um abraçando o outro com proteção,
duas faces unidas em um...

Um filho, um pai, um criador
na mesma existência renascida
um encontro em contemplação,
duas almas vivas em um...

Helen De Rose


*Dedicado para Andre De Rose e filho.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Essa segunda pele...


Essa segunda pele...
desenha seu corpo em poesia
onde só os meus olhos conseguem
decifrar seus contornos.

Essa segunda pele...
onde a poesia deita no seu travesseiro
e só meus ouvidos ouvem seus sussurros
declamarem seu desejo por mim.

Essa segunda pele...
encobre os sabores que a poesia
deixou nos lábios misturados de nós
onde somos uma pequena prosa silenciosa.

Essa segunda pele...
transparente em nossos delírios poéticos
cada vez que sentimos esse prazer
ainda que tão perto nesta distância.

Essa segunda pele...
do nosso amor proibido, para muitos,
menos para nossos sonhos libertos
num mundo só nosso, em pensamentos.

Essa segunda pele...


Helen De Rose

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Presença do Amor



Os vestígios de uma paixão ficaram espalhados pelo chão de um quarto suspenso numa breve eternidade.
Os cetins jogados na cama receberam a luz do sol, enquanto o amanhecer brilhava nas flores da sacada.
O silêncio ainda podia ouvir os gemidos de prazer ao som de uma melodia romântica de tempos que não voltam mais.
A presença do amor ficou na saudade de um perfume de jasmim, misturado com o perfume masculino nas fronhas dos travesseiros.
Nas paredes azuis, da cor do céu, ainda haviam sombras dançantes, revelando a entrega incondicional dos amantes.
As toalhas molhadas tiradas na pressa de um desejo louco, na ânsia de mais uma vez sentir o prazer, eram testemunhas caladas.
Nesse momento, não existiu mais nada, além do amor diluído nas dermes aquecidas pelo calor trazido dos desertos solitários dos corações, uníssonos, no mesmo pulsar.
O amor permaneceu no silêncio de uma mensagem inacabada numa folha de papel, caída atrás da porta:

"Eu te amo, calado, como quem houve uma sinfonia de silêncios e de luz..."

Helen De Rose.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um dia, quero-te abraçar




Um dia, quero-te abraçar

E dizer o quanto eu te admiro

E se a emoção invadir nosso coração

Deixa o mundo girar enquanto acontecer

Compreenda que este instante

Ficará eternizado em nossas existências

Nas lembranças que surgirão

Numa brisa perfumada

Numa chama que faz chorar uma vela

Na água que escorre pelos caminhos da nossa pele

Nas pegadas que deixaremos pelo chão da terra

Um dia, quero-te abraçar

E sentir teus braços envoltos em mim

Aquecendo nossa amizade mais do que sincera

Fluindo em nossos gestos carinhosos

Com a sensação de sermos partes de um todo

Nesta corrente de afinidades intermináveis

Que nos une infalivelmente

Independente da distância que nos separa

Apenas fisicamente

Um dia, quero-te abraçar...

*
Helen De Rose