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By Ferramentas Blog

Borboletas no jardim

"Trago em mim, uma borboleta voando nos céus azuis da minha mente, nos oceanos do meu coração, nas flores tatuadas sobre minha pele, polinizando a essência das minhas emoções. Siga-me! E, eu lhe mostrarei o voo das borboletas." Helen De Rose.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Luz de candeia









Sobre minha cabeça a luz da Lua cheia
Os meus pés caminham descalços nesse chão
Enquanto minha alma perdida vagueia
Buscando na noite escura uma direção

Diante do meu olhar a vida é uma visão
Onde encontro com meu destino na ceia
Que o Universo sutil me serve com sua mão
A mesma mão que tece sua fina teia

Do alto do abismo vejo uma mão alheia
Pedindo ajuda pro meu brando coração
O sentido de tudo o que me permeia
Lembra a imagem sagrada da multiplicação

Além disso, não há outra luz de candeia
Pra iluminar o significado da criação


Helen De Rose


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Da Sua Eterna Namorada












Meu amor,

A primeira vez que meus olhos encontraram os seus, teu sorriso me disse que a minha vida tinha acabado de reiniciar e que meu coração teria sempre um descompasso com sua presença.
Meus pés, por alguns instantes, saíram do chão e foram seguindo as sensações que meu corpo não conseguia disfarçar diante de ti.
Parecia que eu já tinha visto teu rosto em algum lugar, parecia que tua alma já tinha abraçado a minha em outro momento e que tudo o que você me dizia, eu já tinha ouvido de tua voz.
Tive a sensação de ter encontrado a pessoa que muito tempo meu coração procurava em cada estação da existência.
Tudo foi tão intenso e correspondido desde o primeiro instante que nos tocamos, como se tudo ainda estivesse existindo em algum lugar da eternidade.
Nosso primeiro beijo foi um mergulho no aconchego do nosso íntimo unido por nossos lábios aquecidos com a emoção de sermos, por segundos, um só verbo conjugando o Amor numa fração quântica do passado, presente e futuro.
Todos os dias da minha vida sonhei contigo perto de mim, vivendo cada momento ao seu lado. Inventei histórias de amor e paisagens onde vivíamos felizes momentos de cumplicidade.
Nossas lembranças e saudades permanecem vivas nessa carta que hoje resolvi escrever. O tempo e a distância não foram capazes de extinguir este sentimento que invade meu corpo cada vez que me lembro de ti.
Até parece que seu perfume ficou tatuado na memória da minha pele e chega a todo momento em minha respiração.
A cada instante sei que o tempo não espera por nós, tanto quanto esperamos o tempo passar para que tudo volte ao seu lugar.
Entretanto, o mundo dá tantas voltas e nesses meios de tempos temos a impressão que voltamos ao mesmo lugar.
Na verdade, o nosso Amor continua no mesmo lugar que um dia deixamos, ele continua lá nos esperando dizer apenas uma palavra mágica: Sim!
Eu queria tanto saber se você ainda lembra do meu nome, se ainda tem saudade do dia em que me pediu em namoro, do quanto não conseguíamos viver um sem o outro, do quanto éramos felizes e não sabíamos.
Hoje, só um pensamento chega em minha mente:
Quanta saudade eu tenho de você!


Da sua eterna namorada.

Helen De Rose

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quando digo de você pra mim...








Eu jamais esqueci você
todos esses anos
Esperando o sol nascer
nas linhas dos arcanos
Eu queria sentir seu prazer
nos meus oceanos
Te amando no anoitecer
da sua pele em arrepios insanos


Eu jamais esqueci você
seu olhar, seu sorriso, seu jeito
Chegando no meu entardecer
da alma, com seu demorado beijo
Eu queria um dia de lazer
no seu corpo inteiro em desejo
Te deixando se fazer
de meu cobertor no meu molejo


Quando digo de você pra mim
meus olhos querem te ver
Voltando de uma história sem fim
que todo amor deseja ler
Eu queria tanto você assim
num chamego no meu amanhecer
Te ouvindo dizer um infinito sim
para eu jamais te esquecer


Helen De Rose



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Me amo-Te!











Me amo-te!
Como se todas as verdades
se encontrassem na profundidade
dos teus olhos iluminados,
iguais portais sagrados
abrindo sutilmente para
a indelével sagacidade
da alma universal.

Me amo-te!
Como se todos os aromas
se reunissem na geografia
do teu corpo adormecido pelo gozo,
igual um Deus do Amor
sonhando divinamente
com perfumes afrodisíacos
da flor sexual.

Me amo-te!
Como se todos os sabores
se resumissem no beijo
apaixonado dos teus lábios,
igual uma noite de núpcias
descobrindo lentamente
os prazeres deliciosos
do amor astral.

Me amo-te!
Como se todos os sons
se unissem nas canções
de amor que me dedicastes,
iguais sinfonias celestiais
encantando silenciosamente
as luzes angelicais
da existência musical.

Me amo-te!
Como se todos os nossos dedos
se tocassem nessa saudade
sentindo que não existe distância,
iguais estrelas cadentes
mudando livremente
para outros horizontes
do céu sobrenatural.

Me Amo-Te!



Helen De Rose

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pedido de Amor



Nasce meu amor
Nasce em algum lugar
Ressurja no meu destino
Por onde eu caminhar
Você está em mim
Desde a primeira vez
Que vi seu olhar fiel
Iluminando a sua tez
Me vi em você assim
Descortinando o meu véu
Uma manhã eu senti
Minha vida amanhecer
Uma tarde eu senti
Minha vida entardecer
Igual um sonho sem fim
No paraíso d'um jardim
Perfumado por flores
Nas asas da eternidade

Renasce meu amor
Renasce neste lugar
Quero ver de novo
Mais uma vez o seu olhar
Seguindo minha visão
Tirando dos meus lábios
O sorriso do meu coração
Mais uma vez
Uma vez mais
Eu quero acordar
Desta longa espera
E sentir nos ais
Que numa noite eu senti
Minha vida anoitecer
Numa madrugada eu senti
O amor acontecer
Voando nas asas
D'um anjo de todas as cores
Perfumado pelas flores
Do jardim da eternidade



Helen De Rose



terça-feira, 5 de abril de 2011

Mesmo que você...










Mesmo que você
Não venha
Sempre haverá
Uma árvore
No meio do nada
Mostrando
Seu espírito
Oceânico
Nas folhas
Desenhadas
Do seu tronco
Vertebral
Levando a água
Sugada
Pelas raízes
Profundas
Da alma
Da terra

*
Helen De Rose




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cheiro de Saudade











Era um caminho de terra batida, acompanhada por palmeiras centenárias e uma cerca de madeira que meus olhos perdiam de vista, quando chegavam nas baixadas das colinas, onde o rio procurava o fim do seu destino. Ao chegar na fazenda, corria para sentir o cheiro da relva que ainda estava molhada pelo sereno da noite. Rolava sobre seu manto verde e ficava ali admirando a natureza que alguém criou. O azul do céu parecia estar mais próximo dos meus olhos, enquanto pequenas borboletas brancas brincavam em volta das margaridas, ouvindo o canto das juritis que vinham lá da selva. Avistava a fumaça da chaminé saindo lá da casa grande, um sinal que a comida estava cozinhando no fogão à lenha. O cheiro da saudade não se perde com o tempo e ainda posso sentir cada fragrância e ver a varanda com redes para descansar o corpo e alma, depois das brincadeiras de criança e das imagens que meus olhos viram no lombo de um cavalo, galopando nas pastagens. Logo vem um suspiro pacificador e uma emoção que só mesmo quem vivenciou estes momentos pode sentir o que eu sinto agora.


Helen De Rose